Não que eu acredite que soluções assim sejam resolução de qualquer espécie para problemas de obtusidade cultural, mas como bom paleativo, incentivo à produção e consumo de bens culturais, serve. E de quebra já é um puta passo pra solução de um problema que assombra as produções artísticas de todos os gêneros, que é a formação de público (aqui também).
(Post dedicado principalmente aos alunos da PUC-Campinas) Antes mesmo das mirabolantes mudanças que foram impostas goela abaixo e cú adentro para o Trabalho de Conclusão de Curso dos alunos da Faculdade de Jornalimo da Pontifícia Universidade de Práticas Não-Católicas de Campinas, já tinha aluno realizando bom trabalho, mesmo parecendo anônimo à boca de uma e outra.
O livro-reportagem-perfil intitulado “Basílio: o anjo sob a sombra do gol”, de autoria do nosso ex-colega de corredor Rodolfo Brito (concluinte em 2007), será lançado oficialmente hoje no Museu Preto e Branco, em Sampa, na Rua Coelho Lisboa, nº 247, Tatuapé. Livros à venda na cerimônia de lançamento ou no site http://www.futebolinterior.com.br por 25 mangos.
Eu não li o livro todo, tive acesso à poucos trechos da obra, mas juro ter identificado personalidade na escrita, além do cara mandar bem no que se propôs à fazer: contar o lado humano do jogador cabeça-de-bagre que fez o gol que tirou o Corinthians de 23 anos de fila sem títulos. Parabéns pro rapaz.
Os professores de vanguarda da Putaqueopariu Universidade Cara de Campinas, nunca nem comentaram sobre o trabalho do nobre amigo, que como alguns nos pediram em sala tem apelo comercial, é inédito e atual (aniversário de 30 anos do tento feio mais reprisado do programa “Gol: o grande momento do esporte”). Mas não vale como exemplo, afinal, trabalhando sozinho ele não empreendeu o espírito de equipe que uma assessoria proporciona.
Depende da gente, calar mais uma vez nossas mestras e mostrar que a galera do bar manda melhor do que a galera que fica sob seus seios caídos nas salas de aula. Se mulher tivesse saco, algumas docentes da Puta Univesidade Cretina do Caralho estariam com as bolas machucadas.
Cena do filme "Encarnação do Demônio" de José Mojica Marins
Ator, diretor, cineasta, produtor e empresário há mais de 60 anos, José Mojica Marins finalmente foi reconhecido em solo nacional. Zé viu seu último filme “Encarnação do Demônio” ganhar tudo no 1º Festival Paulínia de Cinema. Melhor filme, montagem, fotografia, trilha sonora, direção de arte e edição de som, por seis vezes as enormes unhas do personagem de terror mais satirizado pela mídia tupiniquim levantaram o troféu Menina de Ouro.
“Encarnação do Demônio” é o ‘the end’ da trilogia que começou com “À Meia-Noite Levarei Sua Alma” (1963) e “Esta Noite Encarnarei No Teu Cadáver” (1966). Marins dirigiu 33 filmes na sua carreira, mais da metade deles foram feitos após o segundo da trilogia em questão. Os planos do artista em finalizá-la sempre foram atrapalhados pelo desinteresse das iniciativas pública e privada além da morte de dois produtores durante as tentativas frustradas de filmar “Encarnação do Demônio” na década de 80.
Discriminado por aqui, amado por muitos acolá. Não por acaso, a maioria dos trailers de filmes de José Mojica Marins que você acha no ‘youtube’ tem legendas gringas. Na Europa e na América dos filmes de Hollywood, José Mojica Marins sempre foi muito elogiado e premiado. Fazem parte da sua lista de fãs, gente como Quentin Tarantino (Pulp Fiction e Kill Bill), Frank Miller (Sin City, 300), Henry Rollins (ex-Black Flag e crítico de TV), Jerry Only e Glen Danzig (Misfits), Stephen King e os quatro Ramones de Nova York.
Seu único talento é ser o melhor no pior. Cinema primitivo, celeiro de revelações artísticas de bons atores/ atrizes, maquiadores e músicos. Parece fácil, mas tente filmar “Godzilla” com bonecos de massa, atores desconhecidos, bandas fazendo a trilha sonora com instrumentos que nem o Supla usaria. Edite no Windows Moviemaker.
José Mojica Marins sempre passou despercebido pela elite nacional, só fora lembrado algumas vezes pela censura da ditadura militar e pelos ótimos apresentadores de televisão do país que faziam questão de criar uma imagem cômica do diretor e de seus personagens. O coveiro mais famoso do Brasil se via obrigado a conviver com as anedotas de gente expressiva e culta como Gugu Liberato, Hebe Camargo, Ratinho e Otávio Mesquita, afinal a publicidade gratuita nunca seria desperdiçada por quem assume um compromisso com o “povão” de fazer cinema. Até filmes pornôs ele dirigiu e atuou.
A Globo é campeã em fazer o melhor do pior, mas gasta fortunas nas suas novelas. Já está na hora deles contratarem gente como o Zé. Que ele consiga ensinar os diretores da vênus platinada a cortarem (em uma estimativa pouco animadora) metade do orçamento das novelas. Assim, quem sabe os filhos do Marinho não investem um pouco mais em jornalismo de qualidade.
Os campineiros que me perdoem (especialmente a thurminha que é fã das publicações da RAC), mas na minha huminde opinião jornalística o tão popular ‘Já’ não passa de uma imitação do meu tão querido DI@rinho®, o jornal mais famoso e mais vendido do litoral catarinense. A receita foi copiada porque dá certo!
Puxa-saquismo à parte, os caras são bons. A linguagem não é só popular, mas divertida. O jornal é vendido a R$0,50 nas esquinas, pelos tios do sorvete na praia e por ai vai. E a publicação já tem 29 anos!!!
Infelizmente, no site (www.diarinho.com.br) não dá para ler as notícias, mas já serve de inspiração para alguns profissionais que precisam aprender que na vida nem tudo é lead e que o povão quer sim informação, mas de uma forma mais atrativa!
Vale a pena dar uma espiada e se der, arrumar um exemplar para a coleção!